Na vida existem momentos que somos de facto família e, outros, somos qualquer coisa menos uma família. O nosso ideal é de sermos sempre uma família. Esse deve ser o desejo e objecto de preocupações de todos aqueles que querem seguir e viver o projecto de DEUS tendo como modelo a Sagrada Família de Nazaré, proclamando juntos o valor da família e da vida. pois só assim se pode viver e sonhar com um futuro melhor. (cf. João Paulo II, carta às Famílias).
COMO POSSO CONCEBER A FAMÍLIA? A família é um núcleo de convivência, unido por laços afectivos, que costuma compartilhar o mesmo teto. Entretanto, esta convivência pode ser feliz ou insuportável, pois seus laços afectivos podem experimentar o encanto do amor e a tristeza do ódio. Dependendo dessas fases contrastantes, ela pode ser um centro de referência, onde se busca e se vivência o amor, ou... um mero alojamento.
A família não é algo que nos é dado de uma vez por todas, mas nos é dada como uma semente que necessita de cuidados constantes para crescer e desenvolver-se. Quando se casa, sabe-se que, entre outras coisas, temos essa semente que pode germinar e um dia dar fruto: ser uma família de verdade. Devemos, portanto, estar conscientes de que é preciso trabalhá-la e cultivá-la sempre, constantemente, e com muito amor.
AUTOS E BAIXOS: A família parece estar à deriva, sem referência, impotente e desprotegida diante dos embates do consumismo, bombardeada pelos meios de comunicação e incapaz de dar uma resposta a esses constantes ataques. Ela fica na defensiva. A impressão que se tem é a de que ela se conserva como um reduto afectivo, baseado principalmente na segurança do amor dos pais pelos filhos, e que se ressente, cada vez mais, da indeterminação dos papéis masculino e feminino.
A família foi e ficará sempre o fundamento da sociedade. Ela transcende a qualquer partido político, sociedade, associação ou a qualquer outro género de agrupamento humano: ela é constituída por relações de amor! Na origem de tudo, há um amor conjugal que chama a vida a participar desse amor.
De fato, ela existirá a partir do momento em que um homem e uma mulher decidirem viver juntos, criar um mundo novo, um mundo diferente: uma família. Nesse mundo novo e distinto, nascerão os filhos, que se incorporarão ao projecto de vida idealizado por seus pais, tendo em vista o grande projecto de Deus. É na família que os filhos desenvolverão sua personalidade. Nela crescerão, encontrarão o sentido de sua existência e amadurecerão na segurança, até que um dia também eles partirão para realizar seu próprio projecto. É necessário que haja boas convicções para o efeito. Vivemos hoje num “mundo electrónico” onde as coisas mundam rapidamente. Há hoje muitas coisas que não estão fixadas de antemão. Em nossa sociedade, os papéis tradicionais da mulher e do homem, antes assumidos como destino inexorável, não são mais simplesmente aceite dada a “evolução”! O diálogo, a partilha sobre a própria vida é indispensável, não só entre o casal, mas entre todos o que realmente desejam elaborar, com bastante criatividade, um projecto novo e distinto que possibilite a realização de um amor pleno.
Ao definirmos a família como uma instituição, como a célula mãe da sociedade, quando a analisamos ou defendemos os seus direitos, queremos nos referir a uma realidade bem definida, que está aí presente, no dia-a-dia, que desempenha um papel concreto na vida das pessoas e da sociedade. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem, criou-os no amor para o amor. Criou-os para que levassem a semente à plenitude a sua obra da criação. Por isso, isto implica “luta” diária para atingir essa FELICIDADE.
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