sabato 24 gennaio 2009

O DIVORCIO E CAUSAS


Nesta página debruço-me sobre o tema do divórcio, já que tem sido um dos factores que muitas vezes implica da vida real dos casados nesses últimos tempos. Pode-se chamar uma crise? No casamento, ambos os parceiros mudam ou evoluem com os anos, geralmente em diferentes ritmos, e não necessariamente em direcções complementares, podendo surgir a necessidade de separação.
Assim, diante de um casamento não satisfatório, começam a surgir inúmeros problemas no convívio e no relacionamento, que chamaremos aqui de desajustes conjugais. E consequentemente ocorrendo a separação ou a perda da relação, por pior que essa estivesse no período imediatamente anterior ao divórcio.
A maior facilidade para o divórcio e a diminuição da influência da religião com dogmas rígidos tornaram a separação um acontecimento mais aceitável, com as pessoas separadas sofrendo menor preconceito que no passado.
Causas do divorcio: a busca mais acentuada pelo bem-estar individual, através da maior oferta de prazer (real ou ilusória) na sociedade actual para aqueles que abrem mão da vida a dois.
Como se perpetuam relações desajustadas no casamento? Em um casamento, quando ocorre um desajuste conjugal, a responsabilidade pelo problema é de ambos os cônjuges, mesmo que aparentemente a situação aponte para um único responsável. Isso porque ocorre o que pode ser chamado de acordo inconsciente entre os dois no casamento, isto é: um problema que aparentemente é de apenas um dos cônjuges, é, em geral, compartilhado ou até mesmo aceito pelo outro.
Assim, uma pessoa ao se casar ou manter-se casada o faz pelas virtudes do parceiro ou da própria união. Porém, com as virtudes, aparecem as diferenças e até mesmo os problemas. Questões sócio-culturais também são muito importantes na manutenção de casamentos muito desajustados, principalmente em culturas e classes sociais em que a mulher (ou o homem) tem uma educação rígida em relação ao casamento, não tendo uma vida pessoal própria, independente, mesmo profissionalmente, em que o casamento e a maternidade são vistos como meio de vida, muitas vezes por necessidade e não como opção. Além disso, muitos casamentos mantêm-se pela extrema dependência afectiva dos cônjuges um do outro, que faz com que desajustes intensos no casamento sejam tolerados, de modo que a tristeza pela perda do casamento seja intensa ou até insuportável, não permitindo uma separação mesmo que os problemas conjugais sejam vários.
Da mesma forma que ocorre com o casamento, o divórcio é uma questão única para cada dupla que se separa hoje na nossa sociedade. Essa separação é mais comum entre casais que se uniram na adolescência ou entre membros de diferentes níveis socio-económicos e culturais. Também pessoas cujos pais eram separados têm maior tendência a resolver um problema conjugal optando pelo divórcio.
Outra experiência provocadora de tensões no casamento é a paternidade, fazendo com que o parceiro sinta menos prazer com o outro após o nascimento de filhos.
A presença de doença nos filhos também gera uma tensão ainda maior, sendo que casamentos em que um dos filhos morre por doença ou acidente têm uma tendência de cerca de 50% em terminarem no divórcio.
Muitas vezes, contudo, a relação extraconjugal sinaliza insatisfações prévias dentro do casamento, de um ou de ambos os parceiros, e não necessariamente apenas insatisfações sexuais ou mesmo por motivos psicológicos.
Inúmeras e praticamente incontáveis podem ser as razões objectivas e práticas de separações. As pessoas que se separam podem atribuir a perda do amor, a presença de um relacionamento extraconjugal, o esfriamento sexual, as brigas constantes, a interferência dos sogros, a falta de dedicação ao casamento, e tantos outros que propiciam um desajuste conjugal.
Porém, da mesma forma que vimos antes em relação aos factores inconscientes (não percebidos pela pessoa) que são capazes de manter uniões " desajustadas ", também ocorrem factores psicológicos (inconscientes) da pessoa que agem na hora de optar-se por separações, além dos factores objectivos, práticos, que se mostram mais evidentes.
A Igreja Catolica sublinha a "Indissolubilidade do matrimonio" diante de tudo quanto diz respeito ao tema, sempre manteve a sua firmeza tradicional salvaguardando a sua Doutrina, não ignorando razoes palpáveis que justifiquem a separação dos cônjuges.

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