giovedì 27 novembre 2008

sabato 15 novembre 2008

FAMILIA


A FAMÍLIA

A família desde sempre, constituiu um dos temas a volta do qual se debruçou uma série de estudos e inúmeros debates, dada a sua importância como célula vital e primeira sociedade natural. A família delineia-se, no desígnio de Deus, como «lugar primário da “humanização” da pessoa e da sociedade» e «berço da vida e do amor».
A família é importante e central em relação à pessoa. Neste berço da vida e do amor, o homem nasce e cresce: Na família, portanto, o dom recíproco de si por parte do homem e da mulher unidos em matrimónio cria um ambiente de vida no qual a criança pode nascer e desenvolver as suas potencialidades, tornar-se consciente da sua dignidade e preparar-se para enfrentar o seu destino único e irrepetível como pessoa humana. É a família, no seio da qual todo o homem recebe as primeiras e determinantes noções acerca da verdade e do bem, aprende o que significa amar e ser amado.

Reportando-me no Discurso do Presidente da CEP na abertura da Assembleia Plenária, que retoma desafios da visita Ad limina recentemente realizada, falando da «A Escola em Portugal» e «Toda a prioridade às crianças», retrata o mesmo tema da família sobre o qual a Igreja não cala suas convicções. E desta vez com mais realce a preocupante situação de uma grande parte das crianças no mundo está longe de ser satisfatória, por falta de condições que favoreçam o seu crescimento integral, apesar da existência de um instrumento jurídico internacional específico para a tutela dos direitos da criança. Os serviços sanitários, a alimentação adequada, possibilidade de receber um mínimo de formação escolar e um ambiente familiar são, constituem o garante de um crescimento integral da criança, prescindindo de todo e qualquer abuso ou violação dos seus direitos. A família, que vive construindo todos os dias uma rede de relações interpessoais, internas e externas, põe-se, por sua vez, como «a primeira e insubstituível escola de sociabilidade, exemplo e estímulo para as mais amplas relações comunitárias no respeito, na justiça, no diálogo, no amor».
Reitera a tarefa e a alta responsabilidade e a grave obrigação do Estado de defender a instituição familiar” e dar prioridade da família sobre qualquer outra comunidade e sobre a própria realidade estatal e a denuncia todas as tendências e atitudes que ameaçam minar a realidade familiar que proximamente abordaremos. O nosso interesse nessa página era de realçar, numa primeira fase, a importância da família na sociedade e a grande relevância que atinge nesses últimos tempos, naobstante a nova mentalidade que procura distorcer a originalidade do seu genuíno conceito. É tarefa de todos e cada um em particular procurar descobrir o real sentido do que é ser família como “dom e compromisso”. Tentando dar algumas pistas para aquela reflexão, D. Jorge Ortiga alertou para que não se entenda a família como «um contrato» entre um homem e uma mulher, mas como «sacramento e, em consequência, dom de Deus».

Graciano

venerdì 31 ottobre 2008

ENCERRAMENTO DO SINODO

ENCERRAMENTO DO SINODO

Depois de intensos e longos trabalhos dos padres sinodais, eis que agora apresento um breve comentário e súmula de tudo quanto condensou as três semanas laborais na cidade do Vaticano. Um trabalho que pode ser caracterizado no seu aspecto cristologico e pneumatológico que ajuda à redescoberta da Palavra de Deus através da sagrada Escritura e renovação, dinamismo da Igreja e sua missão de evangelização (A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja).
Das cinquenta e cinco proposições, divulgadas, embora nas duas línguas provisoriamente, condensam de modo explícito, aquilo que constitui as finalidades do Sínodo: fornecer informações directas e exactas acerca da situação e dos problemas da Igreja; favorecer o consenso sobre a doutrina e a acção pastoral; e enfrentar temáticas de grande importância e actualidade.
O Papa Bento XVI ao explicar a etimologia da palavra grega sýnodos, composta da preposição syn, ou seja, "com", e por odós, que significa "caminho, estrada", sugere a idéia do "caminhar juntos", e é justamente esta a experiência do Povo de Deus na história da salvação. Dessa forma se concebe a dimensão sinodal é constitutiva da Igreja: "Ela consiste no 'con-vir' de todos os povos e culturas para se tornar um em Cristo e caminhar juntos atrás d'Ele, que disse: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida'".
Um sínodo coroado de êxitos, e que marcou a universalidade da Igreja - embora se constate a ausência notória dos Bispos da China continental - cujos frutos se espera para a implementação pastoral.
O Santo Padre, comentando as leituras do domingo, lembrou que «Deus não somente é objecto do amor, do empenho, da vontade e do sentimento, mas também do intelecto», de forma que nosso pensamento deve se conformar com o pensamento de Deus…
O Papa encerrou sua homilia pedindo a Deus para que da renovada escuta da Palavra de Deus, «sob a acção do Espírito Santo, possa se dar uma autêntica renovação na Igreja universal, e em cada comunidade cristã», pedindo também que Maria ensine a reconhecer na vida a primazia da Palavra que «só nos pode dar salvação».
Também no final da homilia Bento XVI confiou a Deus a Segunda Assembléia do Sínodo para a África, que acontecerá em Roma em Outubro de 2009 e seu desejo de visitar em Março Angola e Camarões.
Graciano

ABERTURA DO SINODO DOS BISPOS EM ROMA


ABERTURA DO SINODO DOS BISPOS EM ROMA



Bento XVI abriu no dia 5 do mes em curso, Sínodo dos Bispos na Basílica de São Paulo fora dos Muros com a participação de 253 cardeais, arcebispos e bispos num total de 326 pessoas do mundo inteiro. A celebração nessa Basílica foi escolhida por ocasião do Ano Paulino e pelo carácter ecuménico que a reveste. O evento constitui a XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos com uma Missa solene. O Sínodo deste ano tem como tema: "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja". O papa inicia a sua homilia nesse acto litúrgico comentando a primeira leitura, extraída do livro do profeta Isaías, sobre o cântico da vinha, ambientado na época da colheita.
No Evangelho, Jesus retoma o cântico de Isaías, adaptando-o a seus ouvintes e a nova hora da história da salvação, desta vez acentuando não a vinha, mas os vinhateiros e suas atitudes homicidas. Desprezando a ordem do proprietário da vinha, os vinhateiros acabam por desprezar o próprio Deus. "Há quem, decidindo a “morte de Deus”, declara a si mesmo "deus", considerando-se o único artífice do próprio destino, o proprietário absoluto do mundo. Prescindindo de Deus não se pode falar da felicidade e paz verdadeira nem da justiça e liberdade. Somente a Palavra de Deus anunciada pode mudar profundamente o coração do homem, através da Participação na Celebração do Sacrifício Eucarístico e sentir a necessidade da missão evangélica.
O Pontífice termina a sua homilia evocando a intercessão de Maria para que o Senhor conceda a todos o dom da fé na participação do banquete da Palavra e do Corpo e Sangue de Cristo e a ouvir as Escrituras e a meditá-las em um processo interior de amadurecimento, que jamais separe a inteligência do coração. Assim inicia mais um evento que marcará na história da Igreja Universal.


P. Graciano

martedì 28 ottobre 2008

domingos: O BANQUETE

OMILIA
28º - Tempo Ordinario (12/10/08)
Parrocchia: SS Pietro e Paolo - Pisa

La liturgia di questa domenica utilizza l’immagine del “banchetto” per descrevere esse mondo di felicità, di amore e della gioa senza fine che Dio vuole ofrire a tutti suoi figli.
Nella prima lettura, Isaia anuncia il “banchetto” che un giorno Dio, nella sua propria casa, va ofrere a tutti i populi. Acoglier l’invito di Dio e participare a questo “banchetto” é acetare vivere in comunione con Dio. Di questa comunione resulterà, per l’uomo , la felicità totale, la vita in abundanza.
Il Vangelo sugerisce che bisogna “afferrare” l’invito di Dio. Gli interessi e le conquiste di questo mondo non possano distrairci dei sfidi di Dio. Questo è un compromizio serio, che deve essere vivido di forma coerente.
Stiamo davante di un quadro reale, per quanto paradossale, che ci permette di rileggere la nostra esperienza di vita, a partire di questa annuncio del Regno di Dio. Esso prevede innanzitutto l’iniziativa gratuita con cui Dio rende disponibile la sua salvezza per noi , alla pari di un grande e ricco banchetto.
Viviamo in un mondo diviso dove ci si disputano i beni della terra e dove le diversità facilmente diventano barriere ed ogni uno reclama un spazio: la condivisione e la solidarietà stentano a diventare valori universali e duraturi anche se mai si è spento completamente nell'uomo il sogno di un mondo senza barriere, senza odio, senza divisioni si sorta. Davvero nulla è impossibile a Dio! Ecco che egli in questa domenica esordisce, nel suo dialogo con noi, proponendoci "un banchetto di grasse vivande per tutti.
Questo invito al banchetto è di natura escatologica, riguarda cioè la fine dei tempi, le nozze nel regno di Dio e la meta finale con il premio che ci attende. credere e vivere come cristiano significa andare a nozze alla celebrazione con fede e con l’amore di Dio.
L’immagine del banchetto è squisitamente messianica, e inaugura l’era nuova della salvezza offerta a ogni uno di noi. Questo annuncio rivela l’attaccamento viscerale di Dio al destino dell’uomo, invitato alla salvezza, commensale, non intruso, al mistero di un Amore nuziale. E questo giustifica l’invito insistente, pressante: “Venite alle nozze”. Per ben sette volte nella parabola si fa riferimento alle “nozze”.
È l’invito, rivolto da Dio a tutti noi, al banchetto della giustizia, della solidarietà, della vera pace fondata sul reciproco rispetto, della vera condivisione e della carità. Però l’insistenza “disperata” di Dio si scontra con il rifiuto di quelli primi invitati, con la distrazione dei secondi per altri interessi, e con l’avversione violenta degli ultimi.
La lunga lista degli “invitati” si tramuta tragicamente in una sorta di lista di “indagati” destinati ad essere colpiti dal duro giudizio del re. E’ la misera fine di chi si esclude dalla partecipazione al banchetto. E, ancora più imprevedibilmente, coloro che in un primo momento risultavano esclusi, perché condannati da pregiudizi sociali e religiosi, sono pienamente partecipi come commensali.
La parabola rischiara la natura della salvezza come offerta che viene dall’esterno, da un Altro. E credere a questo richiede fiducia: l’uomo è sempre tentato di fidarsi di ciò che “produce” con le proprie mani, si affida più volentieri alle sicurezze prodotte in proprio, alle conquiste che sono risultato dei suoi sforzi. Tentato di pensarsi “patrono” di se stesso, ripartire dall’interno dei propri progetti ed interessi umani.

Credere significa accettare l’invito di affidare la propria vita nelle mani di Dio. Ma questo non rappresenta la soluzione più “facile”, quasi una forma di “corsia preferenziale”. C’è sempre il rischio di entrare nella sala dei commensali senza abito nuziale, quello cioè, di cercare salvezza in quella sala, ma senza spendersi nell’amore sincero o la stessa conversione.

Il riferimento all’abito non deve ingannarci: nulla di esteriore, di superficiale. Dice, piuttosto, che non ci sono sconti per chi accetta di appartenere alla comunità dei salvati.
Non ci si può cullare, dunque, su un’appartenenza formale alla comunità eclesiale. È la radicale fedeltà e al Signore che ci trasforma da invitati in commensali.
Il termine “amico” con cui il re chiama il commensale trovato in difetto perché senza abito nuziale, indica un rimprovero. È il forte richiamo a chi pensa di partecipare all’eredità del Regno di salvezza facilmente, senza sforzo. La veste bianca è la rettitudine di vita e opere giuste di santità.

Una riflessione per noi oggi e qui presenti:
►i servi inviati a portare l'invito ci trovano ancora indaffarati e distratti?
►Abbiamo ancora delle scusa da addurre per esimerci dal partecipare alle nozze?
► Gli affari del mondo hanno ancora la prevalenza sulle cose di Dio?
►Pretendiamo di entrare senza l'abito nuziale, senza esserci prima lavati al lavacro della misericordia divina?

La vita e i suoi ritmi talvolta diventano trame contro di noi, ci distolgono dai veri beni eterni e ci illudono con la caducità di quelli presenti.
Nella seconda let., Paolo presenta ci un esempio concreto di una comunità che ha accetato l’invito del Segnore o convite e vive nella dinamica del Regno: la comunità cristiana di Filipo. È una comunità generosa e solidaria, veramente empenhata nella vivenza del’ amore e testemuniare gli vangelo davante di tutti gli uomini. Amen.

don. GP

O BANQUETE


COMENTÁRIO DA HOMILIA

12 de Outubro de 2008


Neste 28º Domingo do Tempo Comum, queria tecer algumas considerações realçadas pelo pároco numa das suas homilia proferidas na igreja paroquial diante dos seus fiéis, nas quais sublinha a utilização da imagem do “banquete” para descrever esse mundo de felicidade, de amor e de alegria sem fim que Deus quer oferecer a todos os seus filhos.

A necessidade de atender ao o convite de Deus porque isso constitui uma oportunidade para todos e olhar para o essencial porque os interesses e as conquistas deste mundo não possam distrair todos dos desafios de Deus. A opção que fizemos no dia do nosso baptismo deve ser levado a cabo e assumido como um compromisso sério, que deve ser vivido de forma coerente.

A terminar com a sua locução, o senhor padre evocou a figura de S. Paulo – ainda na prisão agradecendo aos cristãos pela ajuda material que lhe foi prestado – sublinhando o exemplo concreto de uma comunidade que aceitou o convite do Senhor e vive na dinâmica do Reino: a comunidade cristã de Filipos: uma comunidade generosa e solidária, verdadeiramente empenhada na vivência do amor e em testemunhar o Evangelho diante de todos os homens.